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Solo fértil

Após dois anos de acompanhamento e estudos, uma comissão interdisciplinar apresentou relatório comprovando a fertilidades das terras das margens do rio Madeira, no trecho entre a comunidade de Maravilha, em frente a Porto Velho, e o distrito de Calama, no baixo Madeira. Os estudos foram necessários para orientar as ações previstas no Programa de Ações a Jusante da Santo Antônio Energia, empresa responsável pela construção e operação da Usina Hidrelétrica Santo Antônio.

 

Os pesquisadores acompanharam o aproveitamento das áreas agricultáveis de várzeas pelos agricultores familiares ribeirinhos, principalmente na produção de mandioca, melancia, milho e feijão destinada ao consumo próprio e à comercialização do excedente. No rio Madeira estas áreas são distribuídas nas margens e nas ilhas que se formam ao longo do rio, periodicamente. No regime de cheias, recebem depósitos de sedimentos ricos em minerais em suspensão, carreados pelas águas barrentas.
 

“Todos já sabiam da fertilidade das terras das margens do rio Madeira, mas de forma empírica. Pela primeira vez é feito um levantamento científico, com coletas de amostras de solo, análise e acompanhamento, durante dois anos, das áreas inundadas provocadas pelo regime de enchente normal do rio, e na várzea alta, correspondendo às áreas que não são inundadas regularmente, mas que também são exploradas por atividades agrícolas”, explica o analista socioambiental da Santo Antônio Energia, Antonio Marques de Mello Neto.
 
Entre os resultados do relatório, é apontado o alto teor de fósforo (P), presente no solo. O fósforo atua na multiplicação das células, promovendo o crescimento das raízes, maturação e melhor formação dos grãos e frutos. O mineral é essencial para o metabolismo vegetal. Também há a presença de cálcio (Ca), magnésio (Mg), potássio (K) e sódio (Na). A presença destes elementos químicos comprova a fertilidade dos solos.
 
A apresentação do relatório contendo os resultados dos estudos da análise de fertilidade dos solos de várzeas do médio e baixo rio Madeira contou com as participações das seguintes instituições: Secretaria de Estado da Agricultura – Seagri; Instituto Pró-Natura; Cooperativa de Agroextrativismo do Médio e Baixo Madeira- Coomade; Embrapa; Emater-RO; Secretaria de Estado de Assistência Social – SEAS; Ceplac; Idaron; Energia Sustentável do Brasil – ESBR; Instituto Chico Mendes – ICMBio; Secretaria de Estado do Desenvolvimento Econômico – Sedes; Conselho das Associações e Cooperativas do Médio e Baixo Madeira – Conacobam; Secretaria Executiva do gabinete do governador; Instituto de Estudos e Pesquisas do Agronegócio Rondoniense – Iepagro.