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Malária em Porto Velho é cada vez menor

Desde o ano de 2009, a Santo Antônio Energia executa o Plano de Ação de Controle da Malária em Porto Velho visando a redução de casos da doença. Já foram investidos mais de R$ 12 milhões nas ações que envolveram contratação de mão-de-obra, construção de pontos de apoio, aquisição e distribuição de equipamentos (veículos, microscópios, termonebulizadores, mosquiteiros, entre outros) e realização de mobilizações.

 

Mais de 30 mil Mosquiteiros Impregnados de Longa Duração (Mild) foram instalados em várias comunidades dentro das regiões de saúde do município como Jacy-Paraná, distrito de Rio Pardo, Joana D´Arc e Baixo Madeira, e também nas terras indígenas Karitiana e Karipuna (foto). As telas impregnadas com inseticida não prejudicial à saúde humana são instaladas em camas, berços e redes. Elas têm a capacidade de repelir, imobilizar e matar o mosquito transmissor da Malária, diminuindo significativamente os casos da doença. Os equipamentos já são utilizados com frequência na África. Aqui no Brasil, a Santo Antônio Energia foi a primeira empresa privada a realizar sua distribuição em larga escala.

 

Se em 2007, um ano antes do início das obras da usina hidrelétrica Santo Antônio, a Incidência Parasitária Anual (IPA) era de 85,9 casos de Malária por grupo de mil habitantes, em 2012 o número foi de 27 casos por mil habitantes, o que corresponde a uma redução de 30%. Com isso, segundo a classificação do Ministério da Saúde, o município passou de alto para médio risco de adoecimento. Outro dado importante foi a redução de Malária causada por Plasmodium falciparum, responsável pela forma mais grave da doença. O número passou de 19,9% em 2007 para 3,03% em 2012, resultado melhor do que o verificado no restante da Amazônia Legal.

 

Mas os trabalhos da Santo Antônio Energia no combate à Malária não terminaram. As ações seguem até 2015. Serão mais de R$13 milhões em investimentos. “Estamos felizes com os resultados dos trabalhos que são realizados em parceria com a prefeitura e que contam com o engajamento da população que recebe bem as equipes de endemias e usa corretamente os mosquiteiros. Esperamos que, cada vez mais, os números referentes à Malária continuem reduzindo em Porto Velho”, declara o biólogo da Santo Antônio Energia, Kaio Ribeiro, responsável pelo trabalho.