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Log boom garante a preservação do ecossistema e protege as turbinas da Hidrelétrica Santo Antônio

log boomO rio Madeira nasce na Cordilheira dos Andes e vem trazendo em seu caminho uma quantidade enorme e incomum de sedimentos e material flutuante como folhas, troncos e galhos de árvores. Esta importante característica do rio sempre foi um desafio na implantação da Hidrelétrica Santo Antônio que precisou desenvolver um mecanismo que permitisse a passagem desses materiais no fluxo do rio, já que garantem a qualidade da água e a preservação do ecossistema, mas que, ao mesmo tempo, protegesse as turbinas da hidrelétrica.

Estas são justamente as funções do Sistema de Transposição de Troncos que possui como principal estrutura o log boom, que é um conjunto de boias em formato de tonéis, que sustenta painéis metálicos que vão desde a superfície da água até a profundidade de aproximadamente quatro metros. Estas boias preenchidas com isopor formam cordões flutuantes que são colocados no reservatório da hidrelétrica para interceptar os troncos e galhos e direcioná-los para que passem pelo vertedouro de troncos e sigam o caminho natural do rio.

Atualmente, estes troncos e galhos passam  pelo vertedouro principal da hidrelétrica mas, a partir do final do próximo ano, já estará em funcionamento o vertedouro de troncos, exclusivo para a passagem desses materiais.

Detalhes do log boom – o log boom é usado em outros empreendimentos do Brasil para conter a vegetação e os troncos, porém, a forma de funcionamento na Hidrelétrica Santo Antônio é pioneira porque não retira estes materiais, mas sim, os direciona para que sigam o fluxo do rio. O log boom é fabricado em Rondônia pela empresa Sinal Mar. Cada conjunto do log boom possui boia, gaiola e grade sendo que cada boia tem 1,40 m de diâmetro, 2 m de comprimento e 86 quilos, sendo preenchida com 28 quilos de isopor. Todo o conjunto do log boom da Hidrelétrica Santo Antônio terá extensão de aproximadamente 6.500 m, utilizando 3.200 boias e 1083 grades.

Manutenção – diariamente é feito um trabalho de manutenção na estrutura do Log Boom que consiste na retirada de troncos, galhos e vegetação que ficam presos na estrutura. O material é colocado em balsas e depois é devolvido para o rio Madeira. Para se ter uma ideia, são enchidas até oito balsas com 125 metros cúbicos destes materiais por dia.