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Internos da Penitenciária Federal de Porto Velho recebem apoio em projetos sociais

A Santo Antônio Energia fez a entrega de instrumentos musicais e máquinas de costura para ampliar os projetos de ressocialização de internos da Penitenciária Federal de Porto Velho (RO), ligada ao Ministério da Justiça. Com os novos equipamentos, os apenados ampliam as possibilidades de aprendizado em cursos que já acontecem há mais de um ano no local.

 

O curso de música é realizado em parceria com a Escola Daniel Néri, localizada na Zona Leste de Porto Velho. As aulas na penitenciária acontecem nas manhãs de domingo e são ministradas para uma turma de até 13 internos, escolhidos dentre aqueles que estão aptos ao convívio com outros internos, apresentam boa disciplina e interesse pela música.

 

Comandado pelo maestro voluntário da escola de artes, Eliezer Gomes de Moura, o projeto começou com aulas de flauta doce – instrumento básico para a iniciação musical. Com o apoio dos violinos, flautas, clarinetes, violoncelos, teclado e violões os internos poderão explorar novos instrumentos e ritmos.

 

“Estes projetos são importantes para ajudar na reinserção dos internos na sociedade, já que alguns estão longe do seu Estado de origem e não recebem visitas, além de passarem muito tempo isolados”, explica Sílvia Fernandes de Oliveira Pontes, assistente social e chefe do setor de reabilitação da Penitenciária. “Essa é uma forma de distração e melhoria da saúde mental deles”.

 

Costura Industrial

 

Outra ação que faz parte dos projetos de ressocialização na Penitenciária é o curso de corte e costura. Em parceria com o Senai de Rondônia, treze internos fizeram o curso de 180 horas de Costura Industrial com máquinas emprestadas. Agora, com as novas máquinas overloques industriais, aumentaram as possibilidades de colocar os ensinamentos em prática.

 

Os critérios para escolha dos beneficiados são os mesmos do curso de música – autorização para convivência com outros internos, disciplina e interesse pelo trabalho. A Penitenciária está fechando parceria com uma empresa local que vai comprar as peças produzidas. Além disso, o diploma do Senai poderá ser usado pelos internos quando voltarem ao convívio da sociedade.

 

“Um dos pontos mais importantes é que nunca houve problema algum com os internos durante as atividades”, comemora Sílvia. “Eles são orientados de que a continuidade e ampliação dos projetos dependem somente deles e, por isso, sempre colaboram”.