Inovação a serviço do meio ambiente
A Usina Hidrelétrica Santo Antônio possui uma das melhores relações entre área alagada e potência instalada da Amazônia. O reservatório da Usina terá 350km², descontada a área de inundação natural do rio, a área do reservatório é de 110 km².
O rio Madeira tem vazão de 4 mil m³ por segundo na época de seca e 45 mil m³ por segundo na cheia. É por conta destas condições naturais, que a Usina vai operar com turbinas do tipo bulbo. O processo adotado, denominado a fio d’água, permite que as turbinas usem a alta vazão natural do rio Madeira, evitando a necessidade de grandes quedas de água. Com isso, as áreas inundadas serão praticamente as mesmas que ocorrem durante as cheias anuais do rio.
Como funcionam as turbinas bulbo?
As condições locais do rio Madeira levaram à escolha da tecnologia de geração conhecida como "fio d´água", que adotam as turbinas do tipo bulbo (serão 44), que são movidas pela vazão e velocidade natural do rio. Assim, não há necessidade de formação de grandes quedas d’água, gerando muito menos danos à floresta amazônica e às comunidades da localidade.
Cada turbina é uma casa de força que gera energia com o fluxo d´água. Nos modelos adotados em Santo Antônio, o gerador hidráulico fica instalado dentro de um bulbo por onde a água segue rumo às hélices (veja figura acima). Em linhas gerais, o movimento rotatório desse conjunto de pás gira um rotor dentro da turbina, que transforma a potência hidráulica em potência mecânica. Devido a uma série de estruturas no gerador, a energia mecânica é transformada, por sua vez, em energia elétrica.

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