Programa de Conservação da Flora
Uma das maiores ações ambientais realizadas pela Santo Antônio Energia é o Programa de Conservação de Flora. Iniciado em 2008, ele se concentra em garantir a preservação das milhares de espécies de árvores e plantas na área de influência da Usina, por meio de um trabalho de coleta e manejo de mudas e sementes em fase de germinação, realizada por biólogos, engenheiros florestais e outros especialistas.
Resgate e reprodução
Para conservar todo esse rico material, a Santo Antônio Energia ampliou o viveiro de mudas da Secretaria de Meio Ambiente de Porto Velho, localizado no Parque Natural de Porto velho (RO), para capacidade de até 500 mil mudas. Para lá foram levados mais de 3.000 exemplares de epífitas, como bromélias e orquídeas, além de 220 mil mudas e 60 mil sementes recém germinadas de árvores, como jatobás, ipês, andirobas, bandarras, piquiás e açaís recolhidas na área de influência da Hidrelétrica e que serão aproveitadas na recuperação de áreas degradadas por conta da extração ilegal de madeira ou de queimadas, futuras Áreas de Preservação Permanente constantemente monitoradas pela concessionária.
No viveiro também são estudadas as características do solo nas áreas da Usina Hidrelétrica Santo Antônio. Do local são retiradas amostras da superfície de algumas regiões, para acompanhamento das espécies que surgirão. Além disso, quando o trabalho de recuperação da flora da empresa terminar, o viveiro será reformado e entregue a Prefeitura de Porto Velho, tornando-se patrimônio da cidade.
DNA das árvores
O compromisso assumido pela Santo Antônio Energia no Programa de Conservação da Flora inclui ainda um trabalho de mapeamento genético de duas espécies nativas da região: a Samaúma e o Camu-Camu. No Banco de Germoplasma, um laboratório construído pela Santo Antônio Energia no campus da Universidade Federal de Rondônia (Unir), ficarão guardados os dados genéticos das árvores para que possam ser consultados e utilizados em futuros estudos científicos e ações ambientais.
Reconstruindo o verde
Os cerca de 21 mil hectares de áreas florestais, rurais e urbanas que serão ocupadas pelo reservatório da Usina Hidrelétrica Santo Antônio serão circundados por uma Área de Preservação Permanente (APP) de aproximadamente 39 mil hectares, em cumprimento ao Código Florestal Brasileiro. Os estudos que indicarão os processos para revegetação da APP avançam com iniciativas no canteiro de obras da Usina e em área piloto de reflorestamento.
Desde 2010, a empresa destina três hectares para o acompanhamento científico de 3.000 mudas de árvores nativas da região amazônica. O Projeto Arboreto, como é chamado, visa garantir a perpetuação das espécies a partir do acompanhamento sobre o seu desenvolvimento. Também em andamento encontra-se a ação piloto do Programa de Revegetação das Áreas de Preservação Permanente (APP). Trinta hectares de terra foram destinados exclusivamente à aplicação de técnicas de plantio, bem como para a seleção das espécies que serão utilizadas na recuperação das matas ciliares. O cronograma prevê a recomposição de 1.700 hectares até março de 2015.
Programa de Monitoramento da Qualidade da Água
Como principal recurso para a geração de energia da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, a bacia hidrográfica do rio Madeira exige níveis diferenciados de acompanhamento por parte da Santo Antônio Energia. Por esta razão, dentro das diversas ações integrantes do Projeto Básico Ambiental (PBA), estão os programas para monitoramento e acompanhamento da qualidade da água, que avaliam, entre outros, as características físicas, químicas e biológicas do Madeira.
Monitoramento em tempo real
A Santo Antônio Energia foi a primeira empresa no Brasil a implantar um sistema de monitoramento da qualidade da água em tempo real para acompanhamento dos impactos de obras de hidrelétrica. O estudo limnológico inclui as medições permanentes da temperatura, condutividade elétrica, oxigênio dissolvido, potencial hidrogeniônico (pH), potencial de oxirredução (ORP) e turbidez da água. Por meio dele também são conduzidos os estudos hidrobiogeoquímico, que acompanha as concentrações de metais pesados (como o mercúrio) no sistema aquático, e hidrossedimentológico, que avalia, de forma permanente, o transporte de sedimentos no rio Madeira, fundamental para sua estabilidade e para a fertilidade de suas margens e baixadas.
Além disso, para garantir mais precisão nos resultados das análises de qualidade da água e plantas aquáticas do rio Madeira na área de influência da Usina, a Santo Antônio Energia e a empresa Ecology Brasil construíram o primeiro laboratório flutuante de limnologia do país. Além de servir como base móvel de apoio ao trabalho de campo e suporte para o sistema de monitoramento em tempo real, o laboratório permite o processamento de amostras e realização de análises imediatamente após a coleta. Em dois anos do programa, já foram analisados 130 parâmetros da água, tanto do rio Madeira, como de seus lagos e igapós, e estudadas cerca de 350 espécies de algas.
Programa de Monitoramento do Lençol FreáticoDestinado a acompanhar o comportamento do lençol freático em áreas próximas ao reservatório para verificar possíveis alterações e impedir a formação de novas nascentes e áreas alagadiças. Para a realização do estudo, 57 medidores de nível d’água foram instalados ao longo da área do lago em medições periódicas.
Programa de Monitoramento Sismológico
O programa é voltado ao acompanhamento da evolução das atividades sísmicas naturais e induzidas.
Programa de Monitoramento Climatológico
Embora estudos prévios não revelem a possibilidade de mudanças climáticas significativas em decorrência da implantação da Usina Hidrelétrica Santo Antônio, a empresa mantém estações meteorológicas na região pela importância de se coletar dados locais para aumentar a precisão das previsões de tempo e clima na bacia do rio Madeira.
