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Programa de Conservação da Fauna

Programa de Conservação da FaunaO Programa de Conservação da Fauna foi desenvolvido para subsidiar as estratégias necessárias para a conservação e o monitoramento da fauna regional nas áreas do futuro reservatório, além de propiciar o desenvolvimento científico por meio de estudos e pesquisas que trazem conhecimentos novos e até inéditos sobre a região.

Com a proposta principal de identificar qual a influência da Usina Hidrelétrica Santo Antônio no habitat natural das espécies estudadas, o programa foi iniciado em 2009, abrangendo sete áreas de 5 km² cada, que foram preestabelecidas pelo Ibama, localizadas ao redor do futuro reservatório, em vários trechos do rio Madeira e de Jacy-Paraná, distrito próximo a Porto Velho. Basicamente, o programa foi criado para acompanhar a situação dos animais antes e durante a construção, e também por um período após o início de operação da Usina.

Os resultados dão um parâmetro da seriedade com que o Programa de Resgate de Fauna é conduzido pela empresa. Somente durante os três primeiros anos de realização do programa, ocorridos entre agosto de 2008 e abril de 2011, mais de 24 mil animais foram resgatados dos locais de realização da supressão vegetal. Aves, répteis, mamíferos e anfíbios de várias espécies, algumas raras, já foram encontrados, analisados e monitorados pelas equipes, formadas por biólogos, veterinários, técnicos e profissionais de apoio. O Programa de Resgate de Fauna da Santo Antônio Energia é realizado com a participação do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e de empresas especializadas, estimulando o intercâmbio de conhecimento.

Centro de Triagem de Animais - Cetas
Considerado pelo Ibama como o maior e mais avançado espaço para triagem e tratamento de animais silvestres do Brasil, o Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas) da Santo Antônio Energia foi criado pela empresa para servir como uma estrutura de apoio da concessionária durante o período de resgate de fauna no local nas área da Usina Hidrelétrica Santo Antônio.

No local, que foi construído em uma área de 2,5 hectares cedida pela Universidade Federal de Rondônia (Unir), são feitos os trabalhos de triagem, diagnóstico, tratamento, reabilitação e soltura dos animais resgatados pelas equipes de fauna da empresa. Ele conta com toda a infraestrutura necessária para o tratamento dos animais. Além do alojamento, o Cetas possui um laboratório para a realização de exames diagnósticos, uma sala de raio-x, uma quarentena climatizada (local onde ficam os animais que necessitarem de isolamento para  evitar a contaminação por outras doenças), viveiros para treinamento de vôo das aves antes da soltura e um alojamento para os pesquisadores e outros profissionais envolvidos.

O centro de triagem tem ainda a função de apoiar os órgãos ambientais fiscalizadores, recebendo e tratando os animais resgatados ou apreendidos por eles. Isso ocorre quando o Ibama, por exemplo, apreende animais silvestres que estão sendo vendidos ou criados como animais de estimação ilegalmente. Após o termino do resgate de fauna, previsto para 2012, a administração do Cetas passará a ser responsabilidade do Ibama.

Guia da Fauna: um inventário dos animais da região.
Guia da FaunaParte do trabalho do resgate de fauna exigiu a identificação e catalogação dos animais encontrados. Répteis, mamíferos, aves e anfíbios foram reconhecidos, examinados e fotografados. Este esforço gerou informações e bibliografia inéditas, de extremo valor para a região e para o conhecimento científico, que foram reunidas em um livro.

A obra, intitulada UHE Santo Antônio: Guia das espécies de fauna resgatadas, publicada em setembro de 2011, reúne em 300 páginas, dados científicos, características físicas, informações sobre a reprodução, hábitos e até algumas curiosidades de 222 das mais de 650 espécies de animais resgatados. Além de figurar como um importante instrumento de divulgação dos resultados do trabalho realizado pela Santo Antônio Energia, o livro tem como proposta macro expandir o conhecimento no que se refere à variedade da fauna. Ele disponibiliza uma base sólida e confiável para consulta, contribuindo para a evolução do conhecimento do meio biológico da bacia do rio Madeira.

Clique aqui para fazer o download gratuito da publicação.


Programa de Conservação da Ictiofauna
Programa de Conservação da IctiofaunaUm ponto particularmente sensível da construção da Usina Hidrelétrica Santo Antônio diz respeito à preservação dos peixes e da cultura da pesca no rio Madeira. O Programa de Conservação da Ictiofauna engloba um conjunto de ações voltadas para o monitoramento da atividade pesqueira e da fauna aquática na região.

Pescadores e empresa juntos
O Subprograma de Monitoramento da Atividade Pesqueira, uma parceria com pesquisadores da Universidade Federal de Rondônia (Unir), tem como objetivo conhecer e acompanhar a pesca comercial e a pesca de subsistência das comunidades ribeirinhas. A iniciativa, que é realizada desde 2009, analisa possíveis alterações na atividade pesqueira local em decorrência da construção da Usina Hidrelétrica Santo Antônio. O trabalho é realizado com a participação direta dos pescadores que contribuem com informações e todos os dados obtidos antes do enchimento do reservatório servirão como parâmetro para a execução de ações de manejo e de conservação posteriores à inundação.

Monitoramento da rotas migratórias
Monitoramento da rotas migratóriasEm mais um estudo do Programa de Conservação da Ictiofauna da Santo Antônio Energia, pesquisadores realizam o monitoramento das rotas de migração das principais espécies de peixes do rio Madeira. O objetivo desse trabalho é monitorar a subida dos peixes pelo rio Madeira durante o período de piracema, como forma de medir possíveis alterações nos cardumes e na pesca durante a construção e a operação da Usina Hidrelétrica Santo Antônio.

Para possibilitar esse trabalho, 4.000 peixes do rio Madeira foram marcados com números de identificação e com equipamentos de radiotelemetria. Dessa forma, o trajeto dos animais é acompanhado pelas ondas emitidas pelo aparelho telemétrico ou pela localização do peixe identificado com a numeração quando da pesca.

40 novas espécies
Além das ações de monitoramento, o Programa de Conservação de Ictiofauna dedicou dois anos à elaboração de um inventário das espécies do Madeira. Até março de 2011, os pesquisadores do Laboratório de Ictiofauna e Pesca da Universidade de Rondônia (Unir), que trabalham na ação, identificaram a ocorrência de 777 espécies de peixes, algumas delas raras entre as coleções ictiológicas do mundo e, pelo menos, 40 espécies novas espécies para a ciência.

Em parte, isso só foi possível, devido à ampliação em 1.400 quilômetros da faixa amostral do inventário, já que pelo Estudo de Impacto Ambiental e Relatório de Impactos Ambientais (EIA/Rima) foi determinada em apenas 300 quilômetros. Todo o material coletado durante as expedições de pesquisa representam um riquíssimo patrimônio da região, mantido na Coleção Ictiológica da Universidade Federal de Rondônia (Unir).




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