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História e mitos navegam no portal do rio Madeira

O rio que deu origem à cidade de Porto Velho, capital do Estado de Rondônia, e que está cercado de histórias ganha um portal com informações preciosas não apenas sobre o rio Madeira, mas sobre o entorno e o que mais está relacionado a ele.

Com curadoria do professor e historiador sediado em Porto Velho, Aleks Palitot, criação e desenvolvimento da agência Identidade de Marcas e apoio institucional da Santo Antônio Energia e Hidrelétrica Santo Antônio, o portal é uma importante fonte de informações que abriga textos e imagens sobre a localidade, conteúdos históricos, livros e pesquisas produzidas por acadêmicos.

“Estamos muito felizes com a concretização deste trabalho. O portal é uma coleção digital que reúne os diferentes aspectos de um rio, sem ter caráter acadêmico, apesar de abrigar artigos científicos. Nossa expectativa é que ele se torne referência como fonte de informação, ajudando estudantes e curiosos sobre o rio Madeira e região”, explica Palitot.
O Portal do Rio Madeira (www.portaldoriomadeira.com.br) terá seções dedicadas às expedições que passaram pelo rio e marcaram a história da região e do país, aos nativos com suas contribuições culturais, à lendária ferrovia Madeira-Mamoré e suas particularidades, ao trabalho desenvolvido na região pelos arqueólogos, à grande biodiversidade do rio e aos estudos da piscicultura na região.

Outra característica do Portal é que ele não será estático. O site receberá atualizações constantes, com contribuições de professores e pesquisadores. Além disso, o Portal do Rio Madeira traz diversas fotos, imagens e ilustrações históricas e a partir deste março terá também versões em inglês e espanhol.
Para enviar materiais para serem adicionados no portal, basta encaminhá-los para acervo@portaldoriomadeira.com.br. Todos os materiais serão avaliados pela Curadoria antes de serem publicados.

AS SEÇÕES

Rio Madeira
Nesta parte dedicada ao maior afluente do rio Amazonas, é possível conhecer números impressionantes sobre o rio Madeira, como o fato de ele possuir cerca de 3.300 km, o que equivale a quase metade da extensão da costa brasileira. Também descobrimos nessa seção que o rio se chama assim desde antes da primeira expedição completa, realizada em 1.650 por Raposo Tavares, e que o nome foi escolhido por causa da grande quantidade de troncos que suas águas carregam. Além disso, há informações sobre seu curso, que ainda está em formação, sua biodiversidade e sua importância para a região e para o Brasil.

As expedições
Durante os séculos XVI, XVII e XVIII, a região foi foco de diversas expedições. Feitas principalmente por portugueses e espanhóis, elas tinham variados objetivos, como coletar informações e expandir os domínios dos países envolvidos.

Nativos
Esse espaço é dedicado a eles, os diversos povos que viveram e ainda vivem no entorno do Rio Madeira. Desde o século XVI há registros de tribos indígenas que moravam na região e sofreram com a invasão dos expedicionários, algumas já extintas e outras que ainda residem no mesmo local. Nesta seção vemos suas histórias e suas lutas, sendo que algumas tribos ainda hoje precisam lutar por suas terras.

Madeira-Mamoré
A seção Madeira-Mamoré conta a história dessa lendária ferrovia, desde sua concepção até seu tombamento, dando destaque para os diversos percalços que envolveram essa trajetória, como as mortes durante a construção e as diversas vezes em que as obras tiveram que ser paradas.

Ictiofauna
O Rio Madeira tem uma riquíssima biodiversidade com mais de mil espécies de peixes, sendo que 40 delas foram descobertas no próprio rio durante os últimos anos. A seção apresenta imagens e uma descrição de muitas dessas espécies, como o Tucunaré (Cichla pleiozona) e o Surubim (Pseudoplatystoma fasciatum).

Arqueologia
Este capítulo do portal aborda o estudo dos povos antigos por meio de vestígios materiais deixados por eles na região, mais especificamente dos que viviam no entorno do rio. Os sítios arqueológicos da Amazônia começaram a ser encontrados desde os anos 70, mas as descobertas se intensificaram com a construção da Hidrelétrica Santo Antônio no rio Madeira, quando 58 sítios foram escavados.

Paleontologia
Diferentemente da arqueologia, que estuda povos antigos, a paleontologia estuda animais e vegetais que viveram no passado. Ela começou a ser explorada na Amazônia a partir de 1864, mas também ganhou destaque durante as ações de monitoramento para a construção da Hidrelétrica Santo Antônio, quando 65 pontos de interesse paleontológico foram identificados. Esse espaço é dedicado às diversas descobertas desta área feitas na região, dentre eles mastodontes e preguiças-gigantes.

Madeira, o Provedor
A última seção do portal destaca as margens do rio, que são ricas em nutrientes graças à quantidade de sedimentos que vem junto com a correnteza, facilitando a agricultura na região. Também cita a quantidade de peixes que há no rio, viabilizando a pesca comercial, e sua vazão potente, que possibilitou a construção de usinas hidrelétricas.

QUEM FAZ

Aleks Palitot, natural de Porto Velho, é o curador do portal. Historiador, Aleks é mestre em História Contemporânea pela Universidade Complutense de Madri e mestrando em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente pela UNIR (Universidade Federal de Rondônia). É professor de história no Colégio Objetivo de Porto Velho e na FGV Porto Velho.

Milton Bernard, designer é o responsável pela concepção do portal. Diretor de criação e planejamento da Idem Identidade de Marcas, Milton tem mais de 40 anos de vivência em planejamento estratégico de comunicação, criação publicitária e design. Foi diretor de planejamento, de arte e de criação em algumas das mais importantes agências do país.

A agência Idem Identidade de Marcas é responsável pela criação e pelo projeto do portal.

Antônio Cândido da Silva, poeta e pesquisador da história de Porto Velho, é membro da Academia de Letras de Rondônia e da União Brasileira de Escritores.

Célio Leandro da Silva é historiador, especialista em arqueologia da Amazônia e mestre em História pela PUCRS. É professor universitário e das redes pública e particular em Porto Velho.

Dante Ribeiro da Fonseca é professor catedrático do Departamento de História da Universidade Federal de Rondônia e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Rondônia. Foi presidente da Academia de Letras de Rondônia.

Lourismar da Silva Barroso é mestre em história pela PUCRS e professor de pós-graduação da Faculdade Católica de Rondônia e da Faculdade Santo André. Trabalha com projetos de pesquisa escolares na região de Costa Marques (Real Forte Príncipe da Beira) e nos Quilombos de Santa Fé e do Forte Príncipe.
Antônio Cândido da Silva, poeta e pesquisador da história de Porto Velho, é membro da Academia de Letras de Rondônia e da União Brasileira de Escritores.

Célio Leandro da Silva é historiador, especialista em arqueologia da Amazônia e mestre em História pela PUCRS. É professor universitário e das redes pública e particular em Porto Velho.

Dante Ribeiro da Fonseca é professor catedrático do Departamento de História da Universidade Federal de Rondônia e membro do Instituto Histórico e Geográfico de Rondônia. Foi presidente da Academia de Letras de Rondônia.

Lourismar da Silva Barroso é mestre em história pela PUCRS e professor de pós-graduação da Faculdade Católica de Rondônia e da Faculdade Santo André. Trabalha com projetos de pesquisa escolares na região de Costa Marques (Real Forte Príncipe da Beira) e nos Quilombos de Santa Fé e do Forte Príncipe.

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